Com quatro programas de formação, do líder de equipe ao CEO, o Instituto EnlevaAgro quer ser também um ponto de conexão entre empresários e executivos do setor
A agroindústria brasileira movimenta cerca de R$ 730 bilhões por ano, segundo o Cepea, mas a formação de quem lidera suas operações não acompanhou esse porte: a educação executiva disponível costuma tratar o agronegócio de forma ampla, com pouco espaço para a realidade da indústria. É nessa lacuna que nasce o Instituto EnlevaAgro, apresentado oficialmente ao mercado no dia 7 de novembro, em São Paulo.
À frente da iniciativa está Jorge Couto Pimentel, executivo com 25 anos na indústria veterinária — cerca de 12 deles em cargos de alta liderança — e passagens por Vallée, Ceva Saúde Animal e Vaxxinova. Médico-veterinário com doutorado, autor de dois livros sobre liderança, é também produtor rural. Os sócios são Guilherme Crotti Figueiredo, engenheiro de produção com 13 anos de gestão industrial em multinacionais, e Francelino Neto, CEO da UniFast – School of Business Acceleration.
Para os fundadores, o maior gargalo do setor hoje é a mão de obra qualificada — agravado por um ambiente adverso: recorde de pedidos de recuperação judicial no agro, crédito mais caro, empresas tradicionais que ainda precisam profissionalizar a gestão e concorrência acirrada em segmentos como o de laticínios.
“Não falta só gente para trabalhar na agroindústria. Falta gente preparada para conduzir a operação. Nesse cenário, profissionalizar a gestão deixa de ser opção e passa a ser condição para competir”, diz Pimentel.
Sem lideranças bem formadas, as decisões se concentram em fundadores e diretores. É aí que está a principal entrega do instituto: mais autonomia na gestão. “Queremos que o empresário saia de uma empresa que depende dele para uma empresa que trabalha para ele”, resume o fundador.
Quatro programas, uma mesma metodologia
O instituto não se apresenta como uma escola de cursos, mas como uma estrutura de formação em etapas. O Front é a formação on-line para líderes de equipe e supervisores; o MBA em Gestão e Liderança para a Agroindústria, o primeiro do país voltado ao setor, é dirigido a gestores. Os dois são certificados pela UniFast, instituição credenciada pelo MEC. Já o Corp leva a educação corporativa para dentro das empresas.
A principal aposta é o EnlevaAgro Club, programa de 12 meses para empresários, CEOs e diretores, com ingresso por candidatura. “Mais que mentoria, é um clube executivo de negócios, que combina mentoria individual e em grupo, encontros com especialistas do setor e uma comunidade com espaço para gerar negócios entre os membros”, afirma Figueiredo.
Os quatro programas seguem uma metodologia própria, o Método E.N.L.E.V.A., que conduz a empresa do diagnóstico à autonomia, apoiada em educação formal, mentoria executiva e comunidade. O instituto começa pelas pequenas e médias empresas da agroindústria — que, no setor, já operam estruturas industriais de porte — e, nesta largada, prioriza oito segmentos, sem se restringir a eles: proteína animal, rações, açúcar e etanol, produtos veterinários, laticínios, grãos e derivados, alimentos processados e bioinsumos.
Conexão com o ecossistema de inovação
Além da formação, o EnlevaAgro se posiciona como um ambiente de conexões. Integrante do Education Society Club, dentro da Mentoring League Society (MLS), o grupo mantém proximidade com o ecossistema de inovação de São Paulo. “Não temos a pretensão de resolver tudo sozinhos. O que oferecemos é um espaço em que empresários e executivos da agroindústria buscam soluções em conjunto”, diz Francelino Neto.
Para os próximos cinco anos, o plano é abrir novas frentes dentro da agroindústria de transformação e consolidar o instituto como referência nacional em educação para o setor.
Mais informações: www.enlevaagro.com.br | instituto@enlevaagro.com.br

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