Por Digivets

Janeiro 26, 2026

Beta-glucanos e a sua influência sobre a imunidade de cães e gatos

Os beta-glucanos são polissacarídeos bioativos amplamente estudados na nutrição humana e animal devido às suas propriedades funcionais e ao seu papel na modulação do sistema imunológico. Em cães e gatos, essas fibras solúveis não digeríveis exercem efeitos benéficos sobre a saúde intestinal, o metabolismo energético e a resposta imune, contribuindo para a prevenção de doenças e para a manutenção do equilíbrio fisiológico e do bem-estar geral.

Presentes nas paredes celulares de fungos, leveduras, algas e cereais como aveia e cevada, os beta-glucanos interagem com a microbiota intestinal e com células do sistema imune, estimulando mecanismos de defesa inata e adaptativa. Além de favorecerem o fortalecimento da imunidade, essas moléculas também estão associadas ao aumento da saciedade, à modulação glicêmica e lipídica e à melhora da resposta do organismo frente a situações de estresse, desempenhando papel relevante em diferentes fases da vida dos pets.

Neste artigo são discutidos os principais tipos de beta-glucanos, suas fontes alimentares e características estruturais, bem como seus efeitos sobre a imunidade, o metabolismo e a saúde intestinal de cães e gatos. Também são abordados os potenciais benefícios da suplementação com beta-glucanos no suporte à resposta vacinal, no controle da obesidade e no manejo do estresse.

Este artigo foi produzido pela parceria entre a Quatree e o portal DigiVets, trazendo informação técnica e atualizada a médicos-veterinários, tutores e profissionais do setor pet, e promovendo o conhecimento baseado em evidências científicas sobre nutrição funcional, imunidade e bem-estar animal.

Para ler o arquivo na íntegra acesse: Beta-glucanos e a sua influência sobre a imunidade de cães e gatos.

Beta-glucanos: Tipos e onde são encontrados

Os beta-glucanos são polissacarídeos formados por unidades de glicose ligadas por diferentes tipos de ligações glicosídicas, como β-(1-3), β-(1-4) e β-(1-6), cuja organização estrutural varia de acordo com a fonte biológica. Em cereais como aveia e cevada, predominam estruturas lineares compostas principalmente por ligações β-(1-4) intercaladas por ligações β-(1-3), formando cadeias solúveis e flexíveis capazes de gerar soluções viscosas no trato gastrointestinal.

Essa viscosidade confere aos beta-glucanos de origem cereal efeitos benéficos sobre a saúde metabólica, como a modulação do trânsito intestinal, a fermentação pela microbiota e o auxílio no controle da glicemia e do colesterol. Já os beta-glucanos provenientes de fungos e leveduras apresentam uma cadeia principal β-(1-3) com ramificações β-(1-6), estrutura mais complexa associada a marcantes propriedades imunomoduladoras, uma vez que essas ramificações influenciam diretamente a interação dos beta-glucanos com células do sistema imune.

Ação Antiestresse dos Beta-glucanos em animais

Os beta-glucanos têm sido investigados como potenciais agentes antiestresse em animais devido à sua capacidade de modular respostas fisiológicas frente a estímulos adversos. Estudos experimentais indicam que a suplementação com beta-glucanos pode atenuar os efeitos do estresse, especialmente quando associada a outros compostos bioativos, como resveratrol e vitamina C, contribuindo para uma resposta orgânica mais equilibrada.

Evidências demonstram que a eficácia dos beta-glucanos pode variar conforme sua origem. Beta-glucanos derivados de cogumelos mostraram redução significativa do estresse induzido por restrição física, enquanto aqueles provenientes da aveia apresentaram efeito protetor frente ao estresse desencadeado por exercício físico intenso. Esses resultados sugerem que os beta-glucanos podem auxiliar os pets a lidar melhor com situações estressantes comuns, como mudanças de ambiente, separação do tutor, visitas ao médico-veterinário e exposição a ruídos intensos.

Apesar dos resultados promissores, os efeitos antiestresse dos beta-glucanos ainda carecem de validação específica em cães e gatos. São necessários mais estudos para definir doses adequadas, identificar as fontes mais eficazes e confirmar sua aplicabilidade clínica, embora as evidências atuais indiquem que os beta-glucanos representam uma alternativa natural potencialmente eficaz no manejo do estresse em pets.

Conclusão

Os beta-glucanos destacam-se como componentes nutricionais de grande relevância para a promoção da saúde em cães e gatos, atuando de forma integrada sobre diferentes sistemas do organismo. Seus efeitos sobre a saciedade e sobre o metabolismo lipídico e glicêmico contribuem para o controle da obesidade e para a prevenção de suas complicações clínicas, além de favorecerem o equilíbrio da microbiota intestinal.

Além dos benefícios metabólicos, os beta-glucanos exercem importante função imunomoduladora, fortalecendo a resposta imune e podendo potencializar a eficácia vacinal. Sua possível ação antiestresse representa outro aspecto positivo, auxiliando os pets a enfrentarem situações adversas comuns do cotidiano e contribuindo para o bem-estar geral.

Apesar dos resultados promissores, ainda são necessários mais estudos para padronizar doses e confirmar os benefícios específicos dos beta-glucanos em diferentes fases da vida e condições clínicas. Ainda assim, essas evidências sustentam o uso dos beta-glucanos como aliados valiosos no cuidado integrativo da saúde de cães e gatos, seja por meio da dieta ou da suplementação.

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