Por Digivets

Agosto 17, 2026

Estudos mostram que genética pode elevar a produção leiteira em até 9,2% e reduzir 12,7% a emissão de metano

Pesquisas apontam que decisões baseadas em dados podem ampliar a produtividade, reduzir impactos ambientais e apoiar uma produção leiteira mais sustentável

Presente diariamente na alimentação dos brasileiros e protagonista de uma das cadeias mais relevantes do agronegócio nacional, o leite teve, em 2025, a maior captação da história do país, com 27,5 bilhões de litros adquiridos por laticínios sob inspeção sanitária¹. Diante desse cenário de crescente demanda por eficiência e sustentabilidade, a genética tem ganhado protagonismo como ferramenta estratégica para apoiar produtores na construção de sistemas mais produtivos, eficientes e rentáveis.  

Ao mesmo tempo em que cresce a demanda por produtividade, o setor também enfrenta desafios relacionados às mudanças climáticas, eficiência no uso de recursos e sustentabilidade da produção. Uma forma de contribuir com a mudança desse cenário é ter rebanhos mais eficientes – nesse contexto, estudos recentes apontam que animais geneticamente superiores podem produzir mais leite mesmo em desafio térmico, serem eficientes na conversão alimentar e apresentar menor intensidade de emissão de gases de efeito estufa ao longo da vida produtiva. 

Os resultados mostraram ganhos relevantes tanto em desempenho produtivo quanto em eficiência ambiental. Os animais avaliados apresentaram aumento médio de 9,2% na produção de leite, redução de 18,1% na taxa de reposição do rebanho, diminuição de até 12,7% na intensidade das emissões de metano e redução média de 9,5% na intensidade de nitrogênio relacionada à produção.  

A genética tem permitido que o produtor tome decisões cada vez mais assertivas dentro do rebanho, identificando animais com maior potencial produtivo, melhor eficiência alimentar, maior resiliência aos desafios climáticos. Quando olhamos para traços genéticos ligados à saúde, longevidade, fertilidade e sustentabilidade, conseguimos acelerar o melhoramento genético de forma consistente, além de construir rebanhos mais eficientes para a pecuária leiteira do futuro”, destaca Henrique Hooper, Coordenador de Serviços Técnicos de Ruminantes da Zoetis Brasil. 

Os dados relacionados à sustentabilidade são baseados em estudo conduzido com o modelo científico RuFaS (Ruminant Farm System), referência internacional para avaliação ambiental na pecuária. A análise cruzou informações da produção de gases e sólidos voláteis com o DWP$® (Dairy Wellness Profit Index®). O DWP$ é um índice econômico desenvolvido pela Zoetis que pondera traços relacionados à produção e qualidade do leite, fertilidade, nutrição de precisão, uso de antibióticos e bem-estar animais em pesos distintos para avaliar rentabilidade de um animal dentro do sistema. Com a atualização recente, o índice é recalculado com os traços de resiliência ao calor e eficiência alimentar.  

Outro tema que vem ganhando relevância dentro da cadeia leiteira é a adaptabilidade ao calor. Em ambientes cada vez mais desafiadores, cresce a necessidade de identificar animais capazes de manter a produtividade, o desempenho reprodutivo e a saúde mesmo em condições de estresse térmico. 

Nesse contexto, os estudos também avançam na identificação de características genéticas relacionadas à resiliência ao calor. A companhia desenvolveu avaliações capazes de diferenciar animais mais adaptados às condições climáticas dentro do mesmo rebanho, considerando indicadores como temperatura, umidade e impacto ambiental sobre a produção. 

Além da adaptação climática, a eficiência alimentar também se consolida como um dos principais pilares da produção leiteira moderna. Animais mais eficientes conseguem transformar melhor os nutrientes consumidos em produção, o que promove a redução dos desperdícios, melhora o aproveitamento nutricional e contribui para menor impacto ambiental por litro de leite produzido. 

Entre os avanços recentes das soluções genéticas da Zoetis estão avaliações relacionadas à eficiência alimentar, sustentabilidade, adaptação climática e características de bem-estar animal, permitindo identificar animais mais produtivos, eficientes e resilientes ao calor para os desafios atuais e futuros da pecuária leiteira. Ao conectar genética, ciência e tecnologia, a companhia reforça seu compromisso em apoiar produtores na construção de uma produção leiteira cada vez mais eficiente, sustentável e alinhada às demandas do setor. 

Referências Bibliográficas:
1 – https://portaldbo.com.br/ibge-aquisicao-de-leite-em-2025-foi-a-maior-da-historia/

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